01
Nov 09

No mar me extinguirei
Anjo delta ou estrela ventura
Que do teu remo abraçarei
A descoberta mais pura
 
Nesse mar, sonho-me feliz
Marinheira da coragem desmedida
No adeus à terra que me quis
Choradas foram águas de despedida
 
Ai a saudade pressentida
Que já é dor no que me divide
De terra emano, deste mar que é trono
 
Pássaros do vento e do sol, ide
Matar-me a saudade carpida
Nos mares onde profusa me abandono
(imagem: Irene Pissarro)

 

 

publicado por Utopia das Palavras às 19:33


um soneto?

Mas que bem. Gostei muito.

Beijocas maluca.
Vemo-nos na quinta.
luabranca81 a 10 de Novembro de 2009 às 21:45

Frequentemente, cheia a sal, aqui. E há palavras que ondulam, Ausenda.
Gostei muito deste poema. Acho até que já to tinha dito.
Mas não te disse que cheirava a sal,,, aqui.
Beijinhos
Lúcia a 11 de Novembro de 2009 às 14:22

"Pássaros do vento e do sol,"

 dai o mar á poetisa

das águas sonhadas

Em versos lavradas

em asas de brisas.

 

 

Beijinhos, mulher inquieta!!! QUE BOM!!!

 
IBEL a 11 de Novembro de 2009 às 19:49

Quem não se perde nesse vasto mar que sesperta os poetas
beijinhos
luna a 11 de Novembro de 2009 às 22:22


O mar salgado e a saudade!

Lindo soneto começado com chave de prata, acabando com chave de ouro.

Adorei e Pink Floyd também.

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 14 de Novembro de 2009 às 03:47

o mar, sempre um idílico leito

um abraço
pin gente a 14 de Novembro de 2009 às 10:13

Obrigada pela visita e pelas palavras.
Aqui, gostei de tudo: suavidade da música, maravilha de aguarelas e de poemas.
Vou levar o link para poder voltar...
beijo
Ana Tapadas a 19 de Novembro de 2009 às 21:55

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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