17
Out 09

Porque falo dos rios, de amor e dos mares
Se são eles que me inundam?
 
Porque falo da verdade da terra e do vento
Se tudo isso me despe?
 
Porque falo de murmúrios e dos gritos silenciados
Se só o meu corpo é meu eco?
 
 Porque falo de saudade e da solidão aflita
Se antígonos são os meus braços?
 
Porque falo de espinhos, de chagas e das cinzas
Se o meu rasto vocifera a ferida aberta?
 
Porque falo de causas e dos sonhos
Se sós, são as minhas asas impotentes
Nas pedras que me tropeçam os passos
 
Falo…arguo a mudez dos olhos
Delatora me acuso e não calo
Erupta em fogo profícuo
Serei…
Onde todas as palavras me nascem!

(imagem: Luis Ralha)

publicado por Utopia das Palavras às 20:19

Se duvidas houvesse; este teu belo poema dá testemunho que não precisas das palavras dos outros... dá bem sinal de ti as tua erupções d´alma. 


Não és nada inconveniente. Contacta-me com melhor te aprouver! a mim dá-me prazer "ouvir-te".
Quanto ao vídeo, faça-mos o seguinte: escolhes um dos teus poemas (este é perfeito) e informas-me como queres que lhe atribua a autoria (Hilary Ausenda?? lol) e eu elaboro-o  no windows Movie Maker e publiquo-o na minha página do youtube (atribuindo a autoria do poema a ti, evidentemente) e enviar-te-ei os ficheiros por mail com uma explicação sucinta como o realizar no já citado software. Este processo justifica-se, porque realiza-lo já com uma banda sonora, pode trazer-nos problemas com direitos autorais. Para contornar isso, o youtube tem já licenciadas músicas que nos cede gratuitamente.
Repara que no meu vídeo a banda sonora é diferente daquela que faço referência no genérico. 
Ainda bem que assim foi! Adoro o America´s Stonehenge de Laura Sullivan.


Quanto ao eu estar zangada contigo.... lol não digo!! Mas se te dizer que o lutar contra a opressão não é um exclusivo dos comunistas, tu entenderás! Aliás... os mais das vezes são e foram os comunistas os opressores!
Mas claro que o meu estar zangado era pura brincadeira. Mas na tua perplexidade perante o meu poema "resistência" há implícita uma ofensa à minha pessoa. Involuntária, tenho a certeza. Daí o não estar nada zangado contigo! E Ausenda; abandona esses teus ideais de comunismo. Tem a coragem de os discernires castradores do que de melhor há: a liberdade!
leal maria a 18 de Outubro de 2009 às 22:10

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria
Um pouco de mim também...!
visitor stats
Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape