17
Out 09

Porque falo dos rios, de amor e dos mares
Se são eles que me inundam?
 
Porque falo da verdade da terra e do vento
Se tudo isso me despe?
 
Porque falo de murmúrios e dos gritos silenciados
Se só o meu corpo é meu eco?
 
 Porque falo de saudade e da solidão aflita
Se antígonos são os meus braços?
 
Porque falo de espinhos, de chagas e das cinzas
Se o meu rasto vocifera a ferida aberta?
 
Porque falo de causas e dos sonhos
Se sós, são as minhas asas impotentes
Nas pedras que me tropeçam os passos
 
Falo…arguo a mudez dos olhos
Delatora me acuso e não calo
Erupta em fogo profícuo
Serei…
Onde todas as palavras me nascem!

(imagem: Luis Ralha)

publicado por Utopia das Palavras às 20:19


E porque todos nós assim fazemos e pensamos, porque sempre nos fazemos a mesma pergunta?
É tão evidente que nem nos apercebemos...
Gostei muito do teu cantinho...
Beijinho com muito
 SOL
lua prateada a 26 de Outubro de 2009 às 01:38

*


Cantantes


as tuas palavras,


,


as palavras nascem


dos confins de nós


formando a voz


que canta ao vento


com o sentimento


que os ecos nos trazem


,


conchinhas luzentes, deixo,


,


*

poetaeusou a 26 de Outubro de 2009 às 19:16

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<P class=incorrect name="incorrect" <a>´Tu</A> és a frase bela com as sílabas grávidas de mistério, </P>
Tu és o mar imenso e as ondas que encobrem os tesouros da tua alma
Só os murmúrios e os gritos e os risos e as dores  são as espumas que atravessam
As fronteiras falsas das ondas e dos cabelos redondos das palavras,
Só os peixes sabem os caminhos e veredas e becis escondidos nos seios empinados das ondas,
Só os olhos da poesia abrem as portas da tua maresia,
A ela te entregas, livre, de corpo , enguia castanha,
São as mãos do teu sonho,
As tuas mãos é que sonham  e saltam e navegam e vencem
E ninguém sabe quem vai no barco vitorioso do riso
Ninguém sabe que navega lindo airoso
Sobre os rioe mares construídos com sal, lágrimas, dor e solidão,
Nem o barco sabe que é poema de amor
E que foi baptizado com o nome que leva na proa: Moura,
Do vento suão, dos calores das noites de sal, das flores rubras sobre as dunas,
Nem o mar sabe, o mar que se abre para ela, a poesia mourisca, de palavras quentes, como princesa, airosa, passar...
Eduardo Aleixo a 27 de Outubro de 2009 às 17:40

Muito obrigada pelas palavras solidárias nesta dolorosa hora.
Que a Luz a acompanhe sempre.
São Banza a 30 de Outubro de 2009 às 14:50

e as coisas belas não são para calar.
gostei muito!
um beijo
luísa
pin gente a 30 de Outubro de 2009 às 18:11

Olá,
Que belo e extraordinário poema!  Expresso aqui os meus sinceros parabéns! Gostei muitíssimo.

Tens uma surpresa no meu blog. Espero que gostes.
Cumprimentos do Amigo,
Carlos Alberto Borges
umbreveolhar a 1 de Novembro de 2009 às 10:40

E que o eco se transforme em voz...eterna voz!
Nos rios de murmúrios abafados
Será a ferida aberta em tempos sós
A cura de poetas tresloucados...

Abraço
Luis Linhares a 10 de Novembro de 2009 às 23:52

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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