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Out 09

Porque falo dos rios, de amor e dos mares
Se são eles que me inundam?
 
Porque falo da verdade da terra e do vento
Se tudo isso me despe?
 
Porque falo de murmúrios e dos gritos silenciados
Se só o meu corpo é meu eco?
 
 Porque falo de saudade e da solidão aflita
Se antígonos são os meus braços?
 
Porque falo de espinhos, de chagas e das cinzas
Se o meu rasto vocifera a ferida aberta?
 
Porque falo de causas e dos sonhos
Se sós, são as minhas asas impotentes
Nas pedras que me tropeçam os passos
 
Falo…arguo a mudez dos olhos
Delatora me acuso e não calo
Erupta em fogo profícuo
Serei…
Onde todas as palavras me nascem!

(imagem: Luis Ralha)

publicado por Utopia das Palavras às 20:19

Muito bom para 'relembrar' como as palavras nasceram contigo. E todo o teu corpo é o eco delas...!

Parabéns "duplos"!
O Poeta das Águas foi meter-se contigo...lá.

Um beijo
lucy a 21 de Outubro de 2009 às 15:15


*
soberbo amiga,
,
falar
é prestar vassalagem
á Liberdade.
,
conchinhas falantes, deixo,
,
*
poetaeusou a 21 de Outubro de 2009 às 15:15


Genesis das palavras que desembaraçam medos e dão lugar aos sonhos.
Porque sim.
Bj
AnaMar a 21 de Outubro de 2009 às 23:52


e nascem palavras que nos inundam de sentimentos
parabéns pela poema e pelo dia
beijos de felicidades
carla a 22 de Outubro de 2009 às 17:13


"Onde todas as Palavras Nascem"

Lindo o seu poema! Bem escrito, cheio de perguntas a que ninguém responde, mas não
deixa de interrogar! Símbolo de Força e de certezas?

Eu não faço amigos, mas os reconheço
Por mais longa que seja a caminhada
por mais longos que sejam os anseios
Eu os reconheço!

E depois, o mais importante é dar o primeiro passo.

Assim faço!

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 24 de Outubro de 2009 às 11:04



          Agradeço a atenção!

    Obrigada,

                           Maria Luísa
M.Luísa Adães a 24 de Outubro de 2009 às 12:49


Gostei muito ler este poema...
Por vezes temos necessidade de perguntarmos ao tempo o porquê dos acontecimentos.
O porquê das banalizações, o porquê das existência...
O porquê das palavras... são elas que nos transmitem, são elas que nos individualizam


beijo

Breizh da Viken a 24 de Outubro de 2009 às 14:20


E as palavras vão nascendo, sorrindo, brincando, fugindo e se aproximando.

Apanha-as no ar, assim o fizéste, eu sei, de outra forma não podias escrever esse
lindo poema.

Mas elas se acoutaram no teu dizer e fluiram com presteza para este local.

Muito bom!

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 25 de Outubro de 2009 às 09:06

Ausenda,

Para comentar aqui, tenho que arranjar uma dose extra de IMENSA PACIÊNCIA. Não sei se é do meu PC se da net, mas se escrever rápido as palavras saiem todas amalgamadas e as letras totalmente baralhadas. Para ficares com uma ideia a palavra seguinte é OBRIGADA escrita à velocidade normal de quem digita. Vê como saiu: oadagirb! Estão lá todas as letras mas é uma algaraviada!

Por isso deixo apenas: Adorei! Soberbo!
Uuuufffffff!!!!!!!

Desculpa, mas não dá mesmo. 10 minutos para escrever isto.

PC
Paulo César a 25 de Outubro de 2009 às 09:41

Ok Ausenda! Amanhã mesmo farei isso! : )
Vais ver que quando começares a experimentar a ferramenta de edição de vídeos, nela verás um óptimo meio de também divulgares a tua bela poesia. Provavelmente terás é que, para além de criares uma página no youtube, migrares do sapo para o blogspot, pois este aceita html. Não sei se o sapo também!?


Beijo
leal maria a 25 de Outubro de 2009 às 19:51

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria
Um pouco de mim também...!
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