03
Out 09

Breve crepúsculo de amor
Parda a noite…mia
Geme, teme, soluça a dor
Indolente, apazigua o dia
 
Na chuva que a noite derrama
Nega-se a morte ou sonho errante
Audazes estandartes em chama
Inócua do choro inquietante
 
Vagabunda perversa e vadia
Ai poetas perdidos de amores
Amante da noite é a poesia
Nas ruas nuas de pudores
 
Noite ditosa, palavra ardente
No fado e tertúlias embriagadas
Alarde de um verso pungente
Toando nas bocas ressacadas
 
Irrompe quebranto e destino
Noite que aquece a cama do mar
Adormece o vento ainda menino
Mima o rosto do sol por chegar
 
Na noite me invento donzela
Se um fidalgo me sonha,
E se um poema traz com ela
É do encanto…a noite risonha!
 
(imagem: anoitecer, Tinta Azul)
 
publicado por Utopia das Palavras às 21:48

recordo a viagem em que partimos
sem conhecermos o porto de destino
de todos os mapas nós fugimos
alimentados por um saber labiino

um beijo que te leve o meu agrado
numa barca puxada pelo vento
se no amor eu não creio em fado
não sei porque te trago em pensamento

deslizas em mim, não estando presente
como nau imaginária navega em neblina
és sempre tu que o meu corpo sente
e me falas numa voz meiga e cristalina


abraço
luísa


 
pin gente a 4 de Outubro de 2009 às 17:25

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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