03
Out 09

Breve crepúsculo de amor
Parda a noite…mia
Geme, teme, soluça a dor
Indolente, apazigua o dia
 
Na chuva que a noite derrama
Nega-se a morte ou sonho errante
Audazes estandartes em chama
Inócua do choro inquietante
 
Vagabunda perversa e vadia
Ai poetas perdidos de amores
Amante da noite é a poesia
Nas ruas nuas de pudores
 
Noite ditosa, palavra ardente
No fado e tertúlias embriagadas
Alarde de um verso pungente
Toando nas bocas ressacadas
 
Irrompe quebranto e destino
Noite que aquece a cama do mar
Adormece o vento ainda menino
Mima o rosto do sol por chegar
 
Na noite me invento donzela
Se um fidalgo me sonha,
E se um poema traz com ela
É do encanto…a noite risonha!
 
(imagem: anoitecer, Tinta Azul)
 
publicado por Utopia das Palavras às 21:48


Passei, olhei, li e fiquei, esperando não sei o quê, mas gostei...

  "Na chuva que a noite derrama
  
   Nega-se a morte ou sonho errante"...


Lindo poema! Parabéns,

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 14 de Outubro de 2009 às 07:59


Até o teu endereço electrónico emana poesia, mulher de águas! É sempre de música o teu cantar de amigo ou de amor.
Beijo
Ibel a 16 de Outubro de 2009 às 21:29

Há que inventar um sonho feito de poema que abraça a chuva que apazigua a alma...


Um beijo na tua alma!
Menina do Rio a 17 de Outubro de 2009 às 20:53

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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