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Out 09

Breve crepúsculo de amor
Parda a noite…mia
Geme, teme, soluça a dor
Indolente, apazigua o dia
 
Na chuva que a noite derrama
Nega-se a morte ou sonho errante
Audazes estandartes em chama
Inócua do choro inquietante
 
Vagabunda perversa e vadia
Ai poetas perdidos de amores
Amante da noite é a poesia
Nas ruas nuas de pudores
 
Noite ditosa, palavra ardente
No fado e tertúlias embriagadas
Alarde de um verso pungente
Toando nas bocas ressacadas
 
Irrompe quebranto e destino
Noite que aquece a cama do mar
Adormece o vento ainda menino
Mima o rosto do sol por chegar
 
Na noite me invento donzela
Se um fidalgo me sonha,
E se um poema traz com ela
É do encanto…a noite risonha!
 
(imagem: anoitecer, Tinta Azul)
 
publicado por Utopia das Palavras às 21:48

tanto podemos sentir e viver nas brumas da noite
beijinhos
luna a 5 de Outubro de 2009 às 19:19

Ai, "o vento ainda menino" ...que bela imagem!


Adoro os "Pink Floyd"


Beijinho
Image
São Banza a 6 de Outubro de 2009 às 00:56

palavras que deslizam , na tela fresca de um quadro sem ocaso....
de sonhos erguidos hasteamos bailados primaverís....
abraço do vale
duartenovale a 7 de Outubro de 2009 às 13:44

Obrigada pelas visitas e palavras.
Demoro sempre a chegar, mas durante algum tempo, voltarei.
Gostei do Poema, muito; obrigada pela partilha!
Beijos
Maria Mamede
Maria Mamede a 7 de Outubro de 2009 às 18:49

A tua poesia teve o condão de me apaziguar. A música também ajudou. Obrigada:))
justine a 7 de Outubro de 2009 às 21:48

Como sempre um belo poema com que nos brindas!
Tenho o prazer de te comunicar que no meu blog existe uma surpresa para ti. Espero que gostes.
Cumprimentos do Amigo,
Carlos Alberto Borges
umbreveolhar a 7 de Outubro de 2009 às 22:57

Mesmo que rime com dor,
O amor vence a morte,
É uma  rosa vermelha
Nos dedos abertos da solidão não rendida,
Alma despida,.
Na cama do mar,
Quem te vê assim tão dor e riso,
Tão  triste e tão doce,
Tão pôr-do-sol e orvalho  da manhã,
Borboleta a sair do casulo,
Até o mar se amansa,.
Até a dor se cansa...
É neste mar que teu coração
Balança!
Como te compreendo
Nesta dança!
Que dança,
Que dançará,
Enquanto dançar o ciração,
Dança coração, ao som das concertinas do mar!...

( E desta vez o SAPO não me chateou o poema.. )

 
Eduardo Aleixo a 7 de Outubro de 2009 às 23:25

Breve crepúsculo de amor

Parda a noite…mia

Geme, teme, soluça a dor

Indolente, apazigua o dia

 

 

 

Só por esta estrofe já valia a pena ler. As assonâncias em i e as sibilantes emprestam-lhe um ritmo indolente e soluçado.

Beijo
Anónimo a 8 de Outubro de 2009 às 15:29


O anónimo Sou eu, Ibel.
IBEL a 8 de Outubro de 2009 às 15:30

Este belíssimo "aguarela" pintou soberbamente a noite, os seus fascínios, as perdições, os desejos...

Beijinho
Marta Vasil a 8 de Outubro de 2009 às 17:22

Lindo!
suave a musica das palavras arremessadas na noite.
Estava com saudades deste espaço..
bj
AnaMar a 8 de Outubro de 2009 às 21:21

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria
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