30
Ago 09

 
 
Escusa nostalgia
Se hiato não fosse o tempo
Que te faço
 
Genuínas reminiscências
do sabor do vinho
E da broa mondada
No milho
 
Melodia das gentes
Tingidas de sorrisos e sol
Partilhando suores
No vigor do trabalho
 
Ai a saudade
Quase morta
Pelos dedos que contam
Os dias de anseio
Do teu abraço
 
E esta vontade
De quase Outono
Quando o azul que o rio empresta
Faz-me lavada de esperança
Nesse extenso abraço
Enorme lugar de festa!
 
(Só o tempo de um abraço...regresso breve)

 

publicado por Utopia das Palavras às 22:05

Olá Amiga! Como é bom um abraço, de amizade pura melhor ainda, neste momento senti o mesmo, boa festa  de liberdade.

Beijinho bfs Lisa
maripossa a 5 de Setembro de 2009 às 01:05

Nesse abraço largo no quase outono te abraço com o calor do estio
Nenhum friko, apenas mosto, gosto, calor de agosto, amor de corpo e espírito,
Adega de broas pró inverno das chuvas, e ventos que o tempo há-de trazer,
Vinho e pão, de abraços sonhos no Abril teimoso das vozes livres,
Que o sol há-de sorrir, até o vento será leve, e o cântico doce e aberto como uma flor.
Eduardo Aleixo a 5 de Setembro de 2009 às 16:39


 BELO


 
MAR ARAVEL a 8 de Setembro de 2009 às 00:00

Sempre bela a nossa festa!
E há quanto tempo não te vinha visitar
Mas amiga estive de férias e já me é difícil
dar conta do recado, mas sempre me lembro de
ti com saudade, hoje te deixo o meu abraço e
beijinho
Natália
Não penses que não li a poesia, que está linda
como sempre.
rosafogo a 10 de Setembro de 2009 às 00:17


Que monumento de texto! Que espanto!!!!!
Toma lá beijinhos trazidos das ilhas.
Ibel a 12 de Setembro de 2009 às 10:03

Cada vez mais a tua escrita emana cheia de força.Depois de ter posto a escrita em dia, só te posso desejar umas férias merecidas. Quando puderes, visita o Espólio, um blog de um dos maiores escritores vivos açorianos e pouco divulgado no continente.Lê o texto"o vento".
Beijos
Anónimo a 12 de Setembro de 2009 às 10:09

É do DANIEL DE SÁ, escritor açoriano.


“Que horas seriam do dia?”
– Não era dia, eram trevas.
“Ainda há pouco o ouvia...”
– São as saudades que levas.

“Quantos mortos viste, quantos?”
– Não os vi, não os contei.
“Mas ainda se ouvem cantos?
– São prantos, o que escutei.

“Choram as metralhadoras
Pelos homens que mataram?”
– E pelas mães sofredoras
Cujas lágrimas secaram.

“Enquanto o mundo desperta
Em Santiago anoitece.”
– Noite de medos coberta
Que nunca mais amanhece.

“Quem mata tão cegamente?
– A ordem... o ódio, digo.
“Pela ordem morre gente...
– Pelo ódio, o meu amigo.

“Eu tenho a alma encharcada
Da chuva de Santiago.”
– Essa chuva foi sangrada
Da f’rida que aberta trago.

“Chuva que nunca mais pára!
Victor Jara, vão calá-lo?
– Ninguém mata Victor Jara,
Por mais que queira matá-lo.

 
Ibel a 12 de Setembro de 2009 às 10:11

o tempo de um beijo neste clima de festa que transborda da tua poesia
beijo
carla a 12 de Setembro de 2009 às 13:56

Sábe-me à casa da minha avó, este poema!
leal maria a 13 de Setembro de 2009 às 02:14

Lá estive. e no fim, finalmente, graças a um grupo de jovens amigos lá te encontrei....pena não tivesse sido num local mais calmo e com mais tempo. gostei do (muito) pouco que pude apreciar. e sim és tu, tal como diamonds (que não são lapidados nem querem sê-lo). but keep on shining, étoile nouvelle.
abraço do vale.
duartenovale a 16 de Setembro de 2009 às 11:26

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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