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Ago 09

 

Sei da espera e do espinho
Do tempo de florir a quimera 
Das raízes paridas da terra
Sei do suor que lavra o caminho
 
Sei tanto do ardor dos olhos
Nas lágrimas que lambem incerteza
E dos rostos que estancam escolhos
Nas canas verdes de dureza
 
Labuta moída dos dias sem féria
E os sonhos sempre rasgados
Pelas mãos de outros sonhos roubados
Miséria…miséria
 
Mais um prego, mais uma semente de nada
E a labuta que não pára
Fere, vence como escára
Fadiga inútil, quão infecunda jornada
 
Grande a sede de olhar os lírios
Na sombra dilecta do anoitecer
Fosse vontade cegar delírios
Fazia gente, de tão pouco, renascer!
 
(imagem: domingos alves)
 
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Grata a Alex Campos, pela gentileza do gesto e pela empenho na divulgação dos poetas angolanos!
Obrigada!
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:49

... que os teus... mais os meus... sejam sonhos forjados no aço de nós... esculturas de vida... radiosos... e tão nossos... que ninguém os ousa roubar...

Obrigada pela dedicatória...

BImageijo terno, querida amiga.

Boas férias
Paola a 10 de Agosto de 2009 às 23:46

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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