10
Ago 09

 

Sei da espera e do espinho
Do tempo de florir a quimera 
Das raízes paridas da terra
Sei do suor que lavra o caminho
 
Sei tanto do ardor dos olhos
Nas lágrimas que lambem incerteza
E dos rostos que estancam escolhos
Nas canas verdes de dureza
 
Labuta moída dos dias sem féria
E os sonhos sempre rasgados
Pelas mãos de outros sonhos roubados
Miséria…miséria
 
Mais um prego, mais uma semente de nada
E a labuta que não pára
Fere, vence como escára
Fadiga inútil, quão infecunda jornada
 
Grande a sede de olhar os lírios
Na sombra dilecta do anoitecer
Fosse vontade cegar delírios
Fazia gente, de tão pouco, renascer!
 
(imagem: domingos alves)
 
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Grata a Alex Campos, pela gentileza do gesto e pela empenho na divulgação dos poetas angolanos!
Obrigada!
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:49

... que os teus... mais os meus... sejam sonhos forjados no aço de nós... esculturas de vida... radiosos... e tão nossos... que ninguém os ousa roubar...

Obrigada pela dedicatória...

Bijo terno, querida amiga.

Boas férias
Paola a 10 de Agosto de 2009 às 23:46

Minha querida amiga

Deixo-me absorver na beleza dos teus poemas
tão profundamente , é mesmo fascinação.
Está divino , belas palavras dirijidas aos
filhos de ninguém, aos explorados de sempre.


Admiro-te
Beijo com carinho
natalia
rosafogo a 11 de Agosto de 2009 às 01:04


este nem vou falar muito, sonhos roubados ...só o titulo me faz chorar :(

devia ser proibido roubarem os sonhos, deveria de haver punição para quem os rouba!

beijos
xana a 11 de Agosto de 2009 às 12:37

Olá


Não tenho comentado o seu blog, mas sempre que posso passo por aqui e delicio-me com os textos que estão publicados. Parabéns escreve muito bem e com uma doçura espectacular…


 


Bjs



 
palavrasimples a 11 de Agosto de 2009 às 14:22

Olá Ausenda!

De ti renascem virgens poesias
quais odaliscas reencarnadas
versos-pérolas de mais-valias
cantos de quimeras perfumadas 
Cheguei à conclusão que a poesia é um mundo que já não vive sem os teus versos.
Beijo Grande
manu a 11 de Agosto de 2009 às 19:53

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...por vezes, temos alguns sonhos surrupiados, mas, outros brotam logo depois... Belos e coloridos!




Lindo o seu poema!




Beijos de luz e o meu carinho...


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zélia a 11 de Agosto de 2009 às 20:41

Os sonhos já é o pouco que nos resta, que não os roubem
beijinhos
luna a 11 de Agosto de 2009 às 22:03


Olá Utopia das Palavras,

Todos nós precisamos de renascer... nem que seja por momentos
Gosto muito de vir aqui, tudo combina, Pink Floyd ( adoro), as telas ( sou fã) e a poesia que admiro muito.

beijo

Breizh da Viken
Triskel a 12 de Agosto de 2009 às 00:48

Ausenda, parabéns por este "SONHOS ROUBADOS", que descreve perfeitamente a vida difícil de quem muito provavelmente já se esqueceu dos sonhos.

Beijinhos,
Ana Martins
Ana Martins a 12 de Agosto de 2009 às 00:53

Ausenda,
retribuo a visita...
deliciei-me com a tua poesia. Parabéns!


De sonhos roubados é melhor nem falar... 
embora tenha realizado alguns, muitos outros ficaram pelo caminho... 
Apesar de tudo, o sonho comanda a vida!


Beijinhos
Fa menor a 12 de Agosto de 2009 às 21:21

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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