16
Mai 09

 

 

Digo da terra meu mondado manto
Acalentado no seio dela
Nas pedras maceradas de espanto
Trago nos pés
Um pedaço dela
 
Coram minhas mãos insolentes
Quando minto ao sol
Para a trazer no regaço
Nos dias em que um rio me faz
 
Sou de um mar
Que assoberba a campina de azul
E do rio que se afoita
Na folha de um poema desaguado
 
E da terra adubada de água bravia,
São as minhas entranhas
O musgo das palavras
 
 
(imagem: Elisabete d`Silva)

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:48

Pois, minha doce amiga... Desde que aqui vim parar que o cheiro é " da terra adubada de água bravia" e que as tuas palavras me sabem a musgo tão musgo. Tão verdade. Gostei tanto...

Beijo terno da cor da verdade do musgo. Com o sabor leal da terra.
Paola a 16 de Maio de 2009 às 22:05

Paola

O musgo das palavras, sãoo as palavras amadurecidas na terra que me habita!

beijinho com cheiro a ela

Querida amiga,
mais um belo poema com uma profundidade ímpar que só pode ter a sua assinatura!!!

Beijinhos,
Ana Martins
Ana Martins a 16 de Maio de 2009 às 22:30

Ana Martins

Grata pelas tuas palavras, sempre tão generosas!

Um beijo

__________________________________________________________


Lindo e sentido poema!!!


Beijos de luz e o meu especial carinho...


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Zélia a 17 de Maio de 2009 às 00:52

Zelia

Obrigada, amiga, pelo carinho!

beijos

Seu poema
seu dom
suas palavras
luzes
flores
aromas
cores
amores..

O tua poesia ilumina!
Beijo
tossan a 17 de Maio de 2009 às 03:50

Tossan

A tua sensibilidade é que ilumina!

Encantada, amigo

beijo



Como leitor assíduo do teu Blog e vice-versa e devido aos comentários recíprocos que vamos fazendo um ao outro, advém daí daí uma grande amizade, ainda que virtual. É bonito!
Conhecemo-nos através das palavras sempre agradáveis e é assim, o funcionamento dos Blogs...
Mas, não conhecemos a voz e a pessoa que está do outro lado, sendo por isso que amizade não é pessoal!
Eu resolvi, sem qualquer receio, publicar três fotos minhas no slide do template do meu blog, numa perspectiva de " tornar o virtual mais próximo do real" ...
Assim, se os meus amigos e amigas fizerem o mesmo, seria, na minha opinião, muito interessante! Aqui deixo o repto a todos os amigos e amigas adicionados.
Cumprimentos,
Carlos Alberto Borges
umbreveolhar a 17 de Maio de 2009 às 15:59

Carlos Borges

Concordo contigo em parte, quantas vezes sentimos uma verdadeira amizade com quem connosco convive no dia a dia na blogosfera, no entanto sem conhecermos o rosto, penso que isso não seja assim tão importante, são essencialmente as palavras, a poesia que nos liga!
Eu tenho rosto...desde sempre, mas tenho amigos sem rosto e gosto deles da mesma maneira!

Um beijo!

O musgo é fundamental!

Beijos grandes

(também há sabonetes de musgo, papoilas, alfazema, é um luxo)
Ana Camarra a 18 de Maio de 2009 às 11:39

Ana

De musgo nunca experimentei!
Obrigada pela sugestão (deve ser um bocadinho caro, não?)

beijnho

O musgo das palavras

Estas não são de utopia
são palavras bem escritas
com muita sabedoria
não rimam mas são bonitas

um beijo
jose a 18 de Maio de 2009 às 12:25

Da utopia faço lema
Numa batalha sem ameias
Utópico ou não, o poema
São versos que correm nas veias!

Grata pela tua rima bonita!

Beijo

Me entranhei neste intenso viver e adorei :)
beijos e uma boa semana
xana a 18 de Maio de 2009 às 15:21

Xana

è a tua sensibilidade que te faz sentir assim.

Beijinho pa ti :-)

A terra que nos abraça e que nós amordaçamos
beijinhos
luna a 18 de Maio de 2009 às 21:32

Luna

É verdade amiga, a terra que nos alimenta, sempre tão mal tratada!
A vontade de a proteger é nula!

Beijo

Eras estrela.
Passaste a concha.
Agora és musgo.
Vendo bem és tudo isso: estrela, concha, musgo.
Porquê?
Porque és terra e água.
Podia dizer que és esponja.
Que bebes a água do mar e
Sendo mar possuis a terra.
Também és céu:
- Estrela do mar.
Que vive na terra:
- Na poça da vazante.
É isso que pensa
Ou pensaria
Um poema meu
Que sobre o teu poema
eu escreveria...
Eduardo Aleixo a 18 de Maio de 2009 às 22:52

Eduardo

Escreverias o quê...?
O teu poema pensou sobre o meu, que ele, poema (o teu), se bem pensou, bem se escreveu e sem tu dares por isso, aqui ficou, juntinho ao meu.

As águas são tuas, poeta!!!!

Beijinho.


O musgo das palavras, na suavidade do sentir
beijos
Carla a 20 de Maio de 2009 às 13:27

Carla

O sentimento é condição primeira!

Beijinho

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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