28
Mar 09

 (Chagall)

 
 
Pujante de desvelos me escora
Presente bem-querer e o aço
Refúgio do pânico quando aflora
Pilar das loucuras que eu faço
 
Alucinados os meus passos de dança
Livres em espelhos d´água
Rodopiam em pontas de lança
Fundeando no teu cais, sinto-me frágua
 
Impregnam-me os sussurros que gritas
Cúmplice poço de segredos
Fiapos do teu olhar basta em horas aflitas
Na placitude são mudos todos os medos
 
Robusta ponte no meu mar sonhador
Quão terno cavaleiro andante
Mil anos serás, eterno poema de amor
E eu sempre... teu pássaro viajante!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:18

21
Mar 09

 

Não sei quantos são
Mas sinto os seus passos
Talvez um milhão
Talvez mil abraços
 
E andorinhas? E punhos fechados?
São tantos, lactente emoção
De pátria amor, hinos entoados
Estrelas de pontas se ouvirão
 
Sois ardentes, vontades em riste
Olhos raiados a lume de mudança
De justo o lema persiste
Desenhando no céu confiança
 
São muitos
Não sei quantos são
Descerrarão os mitos
Talvez um milhão!
 
 
 
 
Este poema foi resultado do desafio do blog Amador do Verso amadordoverso.blogs.sapo.pt, que me convidou a escrever sobre “Confiança”

 

 

Grata! Manu, a tua gentileza não tem fim...!

publicado por Utopia das Palavras às 16:48

14
Mar 09

  

Incessante caminhada
Pisada árdua das pedras
Contido amor como enseada
Busca de doce em bagas azedas
 
Sempre indo, sempre chegando
Para além do fio do horizonte
Onde os lírios nascem sonhando
A água de sede da tua fonte
 
Mesmo que eu fique maré vazia
Seca de espuma ou ecos de nada
Crescerá o anelo e a fantasia
De ser onda do mar enamorada
 
E se um dia me perder
No ego austero do nevoeiro
Não por não te querer
Sim por me querer a mim…primeiro!
 
(foto: matisse)
publicado por Utopia das Palavras às 20:40

07
Mar 09

(pierre.ives trémois)

 

Debaixo da tua asa
o vento não me descobre
O teu beijo é a minha casa
Rainha sou, em ti águia nobre
 
Venham temporais e pecados
Amargos venenos de serpente
És antídoto reinventado
Nas veias correndo, serenamente
 
Escarpas ou desfiladeiros
Tingimo-los com o luar do mar
Nossos sonhos são pioneiros
Quando o sol os acordar
 
Mesmo que agreste o rochedo
Fira as penas do meu voar
Na tua asa o meu medo
Esmorece, ante o chegar
 
A minha sombra gémea
Das tuas íris de água rasas
Corpo varonil onde sou fêmea
Cumplicidades…são asas!
 
 
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CARINHOS: 
Obrigada Xana pelo teu carinho ratalhos-xana.blogspot.com
agradeço o prémio Dardos que nao sei porquê não o consigo colocar.
Grata também pelo Selo Mulher 2009, muito me honrou!
 
Agradeço à  Ana Martins, do blog Ave Sem Asas, avesemasas.blogspot.com o selo "Amigos Infonautas"!
Grata, amiga!
 
Amigo Emanuel do blog Amador do Verso manulomelino.blogs.sapo.pt, o meu obrigada pela nossa bonita amizade.
publicado por Utopia das Palavras às 20:31

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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