23
Set 08

 
 
Perco quando não ouvir o chorar
De quem aflito implora
Tréguas para libertar
Alguém que um outro ignora
 
Perco quando não olhar
Não ver que a cor do céu
Descendo no seu estrelar
Para o mundo inteiro nasceu!
 
Perco quando não sentir
Um coração a pulsar
Pela mágoa de ouvir
Outro coração a chorar
 
Perco quando não sorrir
Quando no meu colo se deita
Mais um dia de porvir
E a minha noite enfeita
 
Perco quando não abraçar
A multidão que se incendeia
E bem alto não levantar
A bandeira que me norteia
 
Perco quando não lutar
Ao lado de tantos mil
Se passiva me deixar calar
Por quem ignora Abril
 
Perco quando na vida
Chorar, abraçar e sentir
Lutar, olhar e sorrir
Não forem essência desmedida.
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 09:53

20
Set 08

 

Meu amigo maior
Pastor dos meus segredos
Contigo partilho o suor
Da exaustão de todos os medos
 
Contigo choro e quando canto
Pulo veredas, silvas e flores
Limpando as lágrimas do meu pranto
És antídoto das minhas dores
 
Tantas feridas já curaste
Mágoas arrancadas do meu peito
Com alegria singela, saltaste
Meu Príncipe de amor-perfeito
 
Caminhamos lado a lado
Teu desabrigo jamais senti
Mas castigas, se magoado
Porque me descuido de ti
 
Ganho asas quando me escutas
Peco, quando não te oiço
São tantas as nossas permutas
Embalas no teu bater de baloiço
 
Dos sonhos que idealizo
Por eles esperas, para depois
Quieto, num silencio indeciso
Vivermos desses sonhos os dois
 
Amas à toa e eu resisto
Vais tão longe que me assusta
Não desistes se eu desisto
Teimoso na tua chama abrupta
 
És a raiz que me sustenta
Meu amigo maior… e primeiro
Quando renuncio quem me alenta?
Tu! Meu coração companheiro!
 Ausenda Hilário
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 20:30

15
Set 08

Foi com sentir e certeza
Que o nosso coração abriu
Com a tamanha beleza
Que do nosso trabalho floriu
 
Veio também um sol quente
Escondido por detrás do céu
Não desanimou quem arduamente
Prá festa deu tudo que é seu
 
Já era um mar de gente
No ar foguetes em explosão
Molhada mas resistente
Foi a nossa inauguração
 
A noite fez-se sem mágoa
A festa continuou
Esquecida toda água
Que em nossos corpos secou
 
Em cada rosto encontrado
Sorrisos de felicidade
E no coração tatuado
Momentos de pura liberdade
 
Vimos o sonho de um menino
Que do querer constante
Sonhava de pequenino
Tocar na festa do Avante
 
O sonho fez-se realidade
No palco 1º de Maio, tocou
Momento sublime de amizade
Que connosco partilhou
 
Foram tantas, tantas emoções
Nao é facil descrever
Só os nossos corações
Batendo, o podem dizer
 
Tanta arte que não cansa
Do nosso futuro é o inicio
Na festa fomos esperança
Naquele enorme comicio
 
Para quem nos quer destruir
Fica a verdade nua e crua
A força cresce na palavra resistir
A nossa luta continua!!!
 
Ausenda hilário & Miguel Beirão
publicado por Utopia das Palavras às 18:55

11
Set 08

 

Dividi cúmplices sorrisos
Multipliquei tantos abraços
Somei tão bons amigos
Senti a terra molhada
E nela pulei…
Cantei…
Dancei… chorei
Senti chuva de confiança
Molhei-me de esperança
Fui revolucionária e militante
Solidária...
Fui espectadora atenta
Fui criança...
Fui tanto…tanto!
 
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 20:06

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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