31
Ago 08

Faltam horas

Falta um momento

O tempo corre...

E a nossa certeza!

É maior...

O pensamento

É real...

É magia...

É Carvalhesa!                                            

                                

                                                                                  Ausenda Hilário

 

  

 

   

 

 

 

publicado por Utopia das Palavras às 15:15

22
Ago 08

 

 

Vieram em bando os pardais
Voaram de monte em monte
Desarvoredos, silêncios demais
Dor de agonia no horizonte
 
No nosso olhar quase largado
A vida esqueceu o palpitar
Amargo lugar, desolado
Nem se houve o seu palrar
 
Viesse um bando ou mais
Poisasse, fizesse ninho
No seio, na terra, nos umbrais
Num desassossego mansinho
 
Pássaro gigante vindouro
Asa solta, povoada
Voa, encontra o tesouro
Confia-o a gente ousada!
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:44

13
Ago 08

Impiedosa a Má Lígua III do "Balada da Liberdade"

e continuando...

 

Não sei se é má língua
Mas neste País de carolas
O povo vive à míngua
O que lhe dão são esmolas
 
A Dívida Externa bem alta
E a crise internacional
O esforço é cá da malta
Ai Portugal! Portugal
 
Não há dinheiro para a Saúde
Muito menos para a Educação
Como querem que isto mude
Se nunca dissermos NÃO!
 
Á qualidade do Ensino
Vou dar nota negativa
Há coisas que eu não atino
Nesta política abusiva
 
E a vergonha nacional
Que foi a negociação
Do pacote laboral
Só a Cgtp disse NÃO?
 
O Governo é governado
Pelos senhores do dinheiro
Refém do interesse privado
Vai o povo para o galheiro
 
As politicas sociais
São todas fogo de vista
São efeitos colaterais
Do Governo Socialista
 
Da maternidade à pensão
Onde está o benefício?
Todos sabemos que não
É mentira, é fictício!
 
Coragem para os enfrentar
Só alguns infelizmente
Quando este povo acordar
Atenção! Saiam da frente!
Ausenda Hilário
publicado por Utopia das Palavras às 20:25

05
Ago 08

 

 
É no espírito e na grandeza
Do querer e do despojamento
Fazendo do trabalho árduo certeza
Uma Festa de raiz no Pensamento
 
Tanto ferro, madeira e aço
Martelos, pincéis e bigorna
De cada um de nós um pedaço
Passo a passo um mundo se torna
 
Mistura de convicções, suor
Raças, culturas e amizade
O sonho de um mundo melhor
Nasce na festa a vontade
 
Depois é vê-la altiva e bela
Com as suas bandeiras ao vento
Com o Tejo a olhar para ela
Saudando esse momento
 
Quando explode a Carvalheza
É tempo de exaltação
Jubilo, abraços de firmeza
Mar de gente, multidão
 
Toda a gente dá a mão
Solta-se o grito de loucura
Dão-se cambalhotas no chão
De ideais e cultura
 
          Convívio, camaradagem
É séria na reflexão
No seu seio a mensagem
Para os Povos a união
 
A música corre solta e louca
Há riqueza no debate
Os sabores de boca em boca
É cor, é política, é Arte!
 
Festa, brilho que não iguala
Viajem sem passaporte
Da Palestina à Guatemala
No País do sul ao norte
 
Do operário ao doutor
Do mais velho ao mais novo
Do branco ao de cor
É a grande festa do Povo
 
Terra dos sonhos, alguém lhe chama
Quinta das emoções
Um sonho que de nós reclama
Amigos e afeições
 
De nós, para toda a gente
Boas vindas ao visitante
Renovada, sempre diferente
Viva a Festa do Avante
 
Fazemo-la sem petulância
A nossa essência é fraternidade
Também entrega e militância
Finda a Festa…Vem a saudade!
  
Ausenda Hílario & Miguel Beirão
 
 
 
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 23:28

02
Ago 08

 

Ai se uma só voz chegasse
 
Se a ela se bastasse
 
Rouca que fosse
 
Silenciosa
 
Ai se em cada voz houvesse um grito
 
Vozes unissonantes
 
Sempre que indignadas
 
Vozes jamais caladas
 
Pelo absurdo da devassidão
 
E omnipotência da incúria
 
 
Ai se o seu eco atravessasse
 
A intransigência dos poderosos
 
A surdez dos cegos
 
Eram vozes de mudança
 
Vozes de um mundo novo
 
Vozes de esperança
 
De um povo!!!!
 Ausenda Hilário
publicado por Utopia das Palavras às 17:46

                       (Julio)

Magnânime o despertar
Ventura de quem se perdeu
Choque de astros num acordar
Clarão de luz que irrompeu
 
Estranho o coração que ouve
Querendo dar, abarca a dor
Ampara a lágrima que comove
De todos e do seu próprio amor
 
São laços de sangue sem ser
São chamas que se acendem
Que faz de nós, renascer
E onde nossos corpos se prendem
 
Incerta é a vida,  a razão
Dela partilhamos medos e cor
E de um olhar tímido de paixão
Nasce uma espécie de amor
 
E desse olhar enternecido
Donde te vejo mais além
Imprimo todo o sentido
De vos ter, assim também!
Ausenda Hilário
 
publicado por Utopia das Palavras às 17:17

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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