18
Abr 09

 

 

Tantos caminhos no peito
Quantos molhos de esperança
Um trilho ousado e feito
Do galope da confiança
 
Há um fio de rio nessa almargem
Como poema parido nas águas
Pastorícia minha verde coragem
Num passo amante sem mágoas
 
Ainda os brados que não calo
Se caio ferida de pedra malvada
Ravinas de saudade, onde resvalo
Soltando o que em mim é espada
 
Descubro bolbos de amor escondidos
Nos sulcos do rosmaninho
Silêncios de rumos perdidos
Ímpetos de semear um caminho
 
Sábio o amor que a poesia escuta
Nas veias de um verso aberto
Onde constante lateja a luta
De sonhar o caminho certo!
 
Imagem: Antonio Matos Ferreira

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:37

... o amor ... a poesia ... um verso... a luta... o sonhar... Ingredientes doces nas tuas palavras de ler e reler... assim no silêncio da noite... Um brado que se ouve... Um sonho que sobrevive...

Bom fim de semana

Beijo tranquilo
Paola a 18 de Abril de 2009 às 21:33

Paola

Os brados do sonho, que não quer acabar...nunca!
E pela força de querer...sobreviverá!

Beijinho grande

Esse caminho que é teu
a bom porto te vai levar
foi Zeus quem prometeu
por ti, continuar a zelar

Beijo grande
manu a 19 de Abril de 2009 às 10:49

Manu

Nesse cais aportaremos
Livres, lavados de esperança
Desse sonho que queremos
Seja a flor da confiança!

Beijo maior


Como vais?
Sempre bela a tua poesia, que me encanta.

Deixo meus olhos por aqui
Invento vontades p'ra sair
Mas é tal a beleza que vem de ti!
Que meu querer, não quer partir.

Volto p'ra te dizer, mas não sei ?!
Dizer-te que és fonte de água pura?!
Teci versos, que não te deixei
Mas fi-los para ti com ternura.

Um beijinho com carinho meu
rosafogo a 19 de Abril de 2009 às 14:05

RosaFogo

As tuas palavras são fonte de inspiração!

Que te posso dizer, flor
No teu versar de ternura
Tens em ti o esplendor
Dessa fonte de água pura!

Um beijo grato, muito

Meu Deus, eu queria guardar todos os teus versos...

E que caminhos!?... "Tantos caminhos no peito
Quantos molhos de esperança..."

Os teus caminhos são os caminhos que a minha alma anseia quando olho para cada monte, pedra, árvore, animal ou pessoa, neles me encontro e guardo a saudade de os ver todos presos no meu 'olhar'. Eu rejubilo porque em cada um deles é a esperança sempre renovada, os rumos perdidos, mas sempre o ímpeto de novos caminhos... como tu tão bem expões em alma-poeta.

Já para não falar dos Pink Floyd...

Se não te importares deixa-me levar estes "Caminhos(teus)" - a Lugares percorridos(meus).

Fico muitíssimo grata pelo bem estar que aqui encontro.
Um beijo,
Lucy
Lucy a 19 de Abril de 2009 às 16:04

Lucy

Faltam-me as palavras perante a tua generosidade !
Nestes caminhos que anseio, vou encontrando seres maravilhosos como tu, a tua sensibilidade é extrema e apaixonante...por lá, nos caminhos teus, meus olhos brilharam e por isso te agradeço!

Beijo






Maravilhosos poemas,
utópicas palavras,
parabens!
Anna & Cesar a 19 de Abril de 2009 às 22:02

Ausenda,

(...)Silêncios de rumos perdidos
Ímpetos de semear um caminho(...)


Os caminhos se fazem caminhando, como diz a canção.

Um abraço
Meg a 20 de Abril de 2009 às 11:08

Meg

São certas e verdadeiras as palavras da canção!
Só caminhando...!

Beijo

Anna & Cesar

Obrigada pela visita e pelas vossas palavras bonitas!

Abraço

Apetece cantar o teu poema cantante! Apetece ir por aí, neste ar de april, de mãos dadas, cantando:))
justine a 20 de Abril de 2009 às 12:52

Justine

E porque não?
Ora cantemos de maõs dadas...Abril!

Beijinho

Belissimo poema!

A poesia, deixa abertos todos os caminhos!... Um poema é livre como o sonho!

Um beijo... intruso! rsrrsrs
A.S a 20 de Abril de 2009 às 14:33

A.S

Gostei de te ver por aqui, neste caminho!!
Obrigada!

Beijo

Deixo-te um beijo... e um cravo vermelho!...
A.S a 21 de Abril de 2009 às 22:49

É um poema lindo. Que fala das mágoas que se deixam nas águas. E na esperança do amor que há no rosmaninho. Já comentei o teu poema em outro blogue. Mas não te digo qual, algarvia marafada. Um beijo campaniço.
Eduardo Aleixo a 20 de Abril de 2009 às 15:00

Eduardo

Sempre a esperança, amigo...sempre renovada nessas águas, que como tu costumas falar, são fonte de energia!
Comentaste o meu poema noutro lugar, mas eu já descobri onde foste navegar num belo texto (comentário ) poético!

Beijo


Querida amiga,

Do poema fazes espada
E das rimas melodia
O amor aliado à luta
Nas palavras Utopia

Beijinho e uma semana linda para ti

Céci
Céci a 20 de Abril de 2009 às 17:04

Ceci

Espadas, luta, melodia, utopia..tudo pode ser poesia!

Obrigada, amiga linda

Beijo

Muito bom este poema a resvalar para a saudade do que se perde e para a fúria da esperança.
Um bonito enleio de emoções "poetadas a partir da natureza.

Beijinho

MV
Marta Vasil a 20 de Abril de 2009 às 18:28

Marta Vasil

A natureza é inspiradora!
Grata pelas tuas palavras!

Um beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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