14
Fev 09

van gogh

 

 
Quando o rio corre devagarinho
Namorando com a ternura
Percebo a tua voz baixinho
E leio nos seixos poemas de frescura
 
Doce corrente, tranquilo amor
De um rio amando o estio
Cântico de canavial em flor
Concórdia do rio, irmão do mar bravio
 
És mar de floresta eu margem de clareira
Porque te amo cheia, intensamente
Infligida a tua dor é no meu peito bala certeira
Lançada da mão humana inconsequente
 
São uivos de lobos os teus filhos
Vulcões, desertos, espuma de sol e mares
Cordilheiras são penas e teus pássaros andarilhos
Esmeralda dos ventos glaciares
 
Mater da cor azul e do verde
Tocar-te inteira é delírio que não dura
Tão demente Terra que te perde
Matando sem apelo... pérola natura!

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:14

Quando o rio corre devagarinho", amiga, procura o mar... às vezes volta para trás!

Boa semana

Beijinho abraçado
Paola a 14 de Fevereiro de 2009 às 17:35

Paola

É só impressão tua...não volta para trás
somente se disfarça de mar...!

Beijinho

volta para trás cansado do caminho
volta para trás minguado de carinho
volta para trás diluído no redemoinho
volta para trás agredido e sozinho

às vezes suicida-se no mar!

Beijinho
Paola a 16 de Fevereiro de 2009 às 18:23

Pensei que a tinha perdido.Só ca cheguei atevés do google.Fiquei tão contente! E depois comecei a ler lentamente como quem mata a sede e fica de alma lavada.Natura!! imagens prenhes de beleza e encanto.Poesia porque o é na esssência do mais puro lirismo.
Ibel a 14 de Fevereiro de 2009 às 19:19

Ibel

Porque me perdeste?
Nos comentários que te fiz nao ficou o meu endereço? Se calhar fiz alguma coisa errada, ops!

Obrigada, pelas tuas palavras... poetisa és tu!

Beijos

Pensei que a tinha perdido.Só cá cheguei através do google.Fiquei tão contente! E depois comecei a ler lentamente como quem mata a sede e fica de alma lavada.Natura!! imagens prenhes de beleza e de encanto.Poesia porque o é na esssência do mais puro lirismo.Assim vale a pena!!!!!!

IBEL a 14 de Fevereiro de 2009 às 19:21

gostei muito, mesmo muito deste teu poema, está deliciosamente forte
beijinhos
luna a 14 de Fevereiro de 2009 às 22:52

Luna

Delícia são os teus olhos
que o sentem assim...!

Beijos

Assim vale mesmo a pena!

Alvorada... ou entardecer?!
Como dizer que este é o eleito?
Se em mim todos têm o mesmo efeito!?
Encantada!
rosafogo a 14 de Fevereiro de 2009 às 23:00

Rosafogo

Encantada eu,
e
grata!

beijo

Doce corrente a caminho do turbilhão, porque um rio sempre corre para o mar bravio...

tem um ótimo final de semana

beijinhos
Menina do Rio a 15 de Fevereiro de 2009 às 00:05

Verô

Quando corre...
e o mar o acolhe
é a natureza que se exalta...!

Beijos

Doce corrente, tranquilo amor...
Obrigado pela visita ao aragem do Sul.
Besitos moça
Notas Soltas a 15 de Fevereiro de 2009 às 02:27

Ludo

Disfarçado em notas soltas?
Quase me perco em tanto sítio!

Beijos, moço

Olá Ausenda!

Reencontro entre os filhos da terra
num mar de concórdia, foz do rio
beleza que este poema encerra
na margem da vida sem fastio

Belo. Beijos.
manu a 15 de Fevereiro de 2009 às 11:45

Manu

Margens que correm serenas
Ondulando o sentido da vida
Nossas íris são pequenas
Para olhar quão beleza desmedida!

Beijitos

Ausenda

A reprodução desse quadro acompanhou-me a vida toda, sempre na sala dos meus pais, é especial para mim.

beijos

Ana Camarra a 15 de Fevereiro de 2009 às 23:54

Ana

Também gosto muito dele!

beijo

*
um hino á natureza
o rio das tuas palavras,
deslizando de mansinho . . .
,
naturais conchinhas, deixo
,
poetaeusou
*
poetaeusou a 16 de Fevereiro de 2009 às 13:45

poetaeusou

sim!
um hino merecido
de tanto que gosto dela!

Beijos

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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