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Jan 09

                                                                 

 
 
Sei que vais e porque tanto teimas
Sei de um ferino passado que te rói
Sensato vulcão onde te queimas
Apaziguado na lava que te constrói
 
Não sintas o acre da escuridão
Que impávida, numa cegueira cruel
Engole a revolta mordendo solidão
Ignorando que do fel se faz mel
 
Esgares de corpos perdidos, mas tu não!
Das lascas e das puas da surdez
Far-se-ão bandeiras na tua renhida mão
E assim, acordarás os sonhos…talvez!
 
Vai! Vai sempre em passo absorto
Como se marcha de parada fosse
Leva-me! Leva outro e mais outro
A firmeza, de nós apoderou-se
 
Agora não és tu, és multidão
Avalanche de luta, massa desperta
Raiando no polir da razão
Fazendo de nós, âmago num sibilar de alerta!
 
publicado por Utopia das Palavras às 19:17

Unidos caminharemos,conscientes de que a união faz a força

beijos
Manuel Pereira a 31 de Janeiro de 2009 às 19:50

M.Pereira

Amigo, efectivamente assim é!
Vozes em uníssono.

beijo

E tantos seremos muitos
erguidos da multidão...
num tempo de solidão!


Beijinhos solidários
Paola a 31 de Janeiro de 2009 às 23:05

Paola

Olhar só para o nosso umbigo... não nos leva a lugar nenhum!

Beijinhos

forte, a massa. Cúmplice do poema és tu.
anndixson.blogspot.com
Adriana a 1 de Fevereiro de 2009 às 02:58

Adriana
Obrigada pela visita!
Irei ao teu cantinho logo que possivel!

Beijo

quero ir
só, sem gente
apenas porque sim
não!
apenas porque me sinto só.



um abraço

pin gente a 1 de Fevereiro de 2009 às 22:12

Luísa

Quantas vezes só
quantas vezes multidão...!

abraços, amiga

Palavras para quê?
Soberbamente Belo!!!!

Beijinhos,
Ana Martins
Ana Martins a 1 de Fevereiro de 2009 às 23:57

Ana Martins

Grata pelo carinho!

beijinho

Que força Ausenda, tem este teu poema! Adorei!

Bjinho
Céci
Céci a 2 de Fevereiro de 2009 às 09:40

Céci

É a força que me dão e eu agradeço!

beijinho

Acorda as mentes, para seguirmos em frente. Poema cheio de mensagem e convicção.
Como sempre espero de ti.

xi...
PAULO a 2 de Fevereiro de 2009 às 10:58

Paulo

Eu, tu, o outro e toda a gente...com convicção!

Bj

Muito lindo! Muito Bj

Essa alegria, que me põe cativo,
colheu-me, um dia, morto...
e agora eu vivo. *Furlam Naeto*
tossan a 2 de Fevereiro de 2009 às 14:36

Gosto muitíssimo do que escreves.É arte!!!!
Ibel? a 2 de Fevereiro de 2009 às 16:43

Ibel

Eu tb gosto do que tu escreves.
Identifico-me com essa escrita!

Beijos

Tossan

Cativo
da alegria
de nascer
todos os dias...!

Beijinho

Caminhemos então de mãos dadas
com um nobre objectivo em mente
e ao ritmo das nossas passadas
se una a nós muito mais gente

Beijos.
manu a 2 de Fevereiro de 2009 às 20:07

Manu

E assim, caminhando
De olhos despertos
Desbravando...
Os caminhos incertos!

Beijos

Gosto muito de te ler, mesmo que não saiba como comentar, gosto sempre. Escreves bem. Sou muito sensível à tua sensibilidade. Este poema é forte. Se fosse em outra época dos meus passos embebidos de multidão, sim, diria coisas espantosas. Mas fiquei cansado do mel da multidão. Agora só me interessa a minha revolução. Que não passa pela multidão.Aliás o teu poema concorda comigo quando lhe foge a boca ( a tua boca? )para a verdade: « agora não és tu, és multidão...» .
Beijinho.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 3 de Fevereiro de 2009 às 16:32

Eduardo

Eu é que não sei como responder aos teus comentários. São tuas as palavras de força e de tão grande sensibilidade. Gosto de te ler também e na tua revolução tem forçosamente multidão, mesmo que revolução solitária pelo cansaço de tempos idos, os teus olhos, as tuas mãos, o teu corpo embora só teus, caminham sempre ao lado de uma qualquer multidão.
Os nossos interesses nunca são individualistas, a familia, a amizade, a poesia, a cultura em geral convergem sempre...numa multidão!

Beijos, amigo


O que escreveste é verdadeiro.
Só e sempre acompanhado.
Beijinhos de sal.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 4 de Fevereiro de 2009 às 12:38

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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