03
Jan 09

(josé bezerra)

 
 
Agreste futuro tempo, matizado
Vão balançar de vento em solidões moído
Sulco nas pedras mirras, gravado
Fantasia dum trilho eternamente doído
 
Nós, ápices do pensamento
Desfeito nos troncos de ilusão
Em tempo que se faz aluimento
Improvável sonho de perfeição
 
E nesse sereno piado das aves
Qual espasmo da terra que treme
Premente erguer de enlaces e traves
E da vontade fazer destro leme
 
Tempo agreste com cheiro de flores
Laivos oásicos nos fios da poesia
Veias que pulsam sangue de adivinhas cores
Recrudescimento de antiga utopia!

 

publicado por Utopia das Palavras às 16:55

A utopia, sempre. Bastante bonitas as palavras de cada poema!

Beijo*
Andreia a 3 de Janeiro de 2009 às 17:35

Andreia

A utopia é convicção! Grata pela tua simpatia.

Beijos

cada vez me convenço maisque o passado presente ou futuro é ilusorio
beijinhos
luna a 9 de Janeiro de 2009 às 23:51

futuro lamuriento,
evento tão descortês,
porvir pardacento
é o tempo que tu vês...

Resta-nos a utopia, amiga! Utopiemos!

Beijinhos


Paola a 3 de Janeiro de 2009 às 20:13

Paola

Com esperança...
no meu regaço
e perseverança...
outro tempo abraço!

Beijinhos, minha amiga

Um poema e música lindos, com alma de poetisa
delfim Peixoto a 3 de Janeiro de 2009 às 21:27

Delfim

Grata pelas tuas palavras!

Beijo

Olá Ausenda!

quem sabe do sonho?
ou até da utopia?
aqui eu te proponho
procuremos dia a dia

Beijos
manu a 4 de Janeiro de 2009 às 00:24

Manu

Procuramos num olhar
Procuramos num sorriso
Procuramos a lutar
Sempre que for preciso!

Beijo

Ao vagar dos sonhos a presença de versos a percorrerem pelo espaço do sentir.
Cadinho RoCo
Cadinho RoCo a 4 de Janeiro de 2009 às 20:34

Roco

Vagar o sonho prara preencher a vida!
Obrigada
Bj


Bom ano

apesar do tempo que faz

mar aravel a 4 de Janeiro de 2009 às 23:32

Eufrazio

Façamos um tempo diferente!

Beijo

Bom Ano Ausenda
`
Está dificil ver florir a utopia, mas é preciso esperança e perseverança.
Poema profundo amiga.

Beijinhos
Sao a 5 de Janeiro de 2009 às 10:05

Saozinha

Palavras verdadeiras, amiga. Tu sabes

beijos

Olá Ausenda! Desafio em http://manulomelno.blogs.sapo.pt/
Beijos.
manu a 7 de Janeiro de 2009 às 12:15

Manu

Metes-me em cada uma!!!!

beijo

Olá Ausenda! Cá estou eu para te pôr noutraTenho um prémio para ti em http://manulomelino.blogs.sapo.pt/ Pode ser que assim te ajude a decidir o que fazer com tantos prémios. Beijo
manu a 7 de Janeiro de 2009 às 19:19

Poema rigoroso, sobre o rigor da dor , da frustração, das quedas sucessivas dos balões floridos da ilusão, desfeita, no chão, sim, poema agreste sobre a vida agreste, mas, mas...com muita luz e esperança, ainda que velada, medrosa, porquê?, porque temes chorar coração, chora, até à fronteira das lágrimas e do riso, então, como um rio, as águas do teu rio, de amor, de poesia fresca, orvalhada, matinal. soalheira, brejeira, sai para a rua, e no dia a dia, em cada presente eterno, vive a utopia, que é real, neste miundo terrivelmente belo, mas BELO.
Beijo meu.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 7 de Janeiro de 2009 às 12:33

Amigo Eduardo

Não tenho palavras para o teu comentário. Bela prosa poética e tão...tão... verdade!
Emocionaste-me!!!!
Obrigada

Beijo

Beijinho. Eduardo
Eduardo Aleixo a 7 de Janeiro de 2009 às 14:30

antiga e renovada utopia....alicercemos sonhos...que o resto acontece!
grande viagem a tua. belo texto.
abraço do vale
duartenovale a 7 de Janeiro de 2009 às 16:57

Duartenovale

Bem verdade, cimentar o sonho para que tudo aconteça!!!!!

Beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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