03
Dez 08

 

Fecundas palavras na terra atiradas
Esperanças germinando em hora parida
Onde rebentam sílabas amuralhadas
por exorcizada, estrofe proibida
 
 
(Ruan Corvalán)
Deixem-me soltar o sufocante eu
Que me esmaga como pedra caída
Afunda de alma vã, desamparo meu
E me possui íntegra de raiva acometida
 
 
Quero clamar o mais alto da revolta
Que me consome o ventre não rendido
Dos restos dos meus dedos em mão solta
Marco-te poema, em ferro bramido
 
  
Se me dilacera o Entrudo da mentira
E a vingança mungida na falsidade
Nasce de mim, indígena tinta que delira
Alucinando, estravazo liberdade!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:00

por vezes temos de soltar as amarras
e galopar para bem longe, pois lidar
com falsidade com vinganças não é fácil
beijos
luna a 3 de Dezembro de 2008 às 20:17

Luna

Há que soltar amarras...jamais a sujeição à falsidade!
Um beijo

Muito tenho rimado neste dia
sobre tudo e sobre quase nada
dizer algo, eu agora queria
mas fiquei com a alma pasmada

superas-te a cada novo poema
e embora eu bem pretenda
acompanhar-te é um problema
és muito grande...Ausenda

Um beijo.
manu a 3 de Dezembro de 2008 às 22:18

Podes estravazar liberdade
Ela nunca será em demasia
Apesar de ter mentira e falsidade
Sem ela não existe democracia

Clama sem medo a revolta
Que sentes por esta sociedade
Na poesia os poetas andam à solta
E como o vento, amam a liberdade.

Um beijo poetisa!

Manangão

Clamemos a toda a hora
A Liberdade é nossa
Semeando plo mundo fora
Ela é a nossa força!

Beijos, amigo

Manu

Obrigada! Todos temos o mesmo tamanho...!

Um beijo

Eu sei que estravazas. És uma mulher que ama a vida e a poesia. Eu gosto dessa força garota!
Dilacerante e explosiva

xi...pa ti
PAULO a 4 de Dezembro de 2008 às 12:41

Paulo

Nem tanto dilacerante, mas explosiva SIM!

Beijo

Fantástico poema com um conteudo riquissimo. Parabéns!

Beijos

Jorge
Jorge a 4 de Dezembro de 2008 às 20:03

Jorge

Obrigada, amigo!

beijo

Execelente poema, intenso, poderoso, onde cabe inteira a alma de quem o escreve! A voz e as palavras de Maria Betânia são a moldura perfeita...
Também adorei chegar aqui e vou voltar!
Anónimo a 4 de Dezembro de 2008 às 21:13

Anonimo
Gostava que tivesses identificação, assim não sei com quem estou a falar.
De qualquer modo, obrigada pelas tuas palavras bonitas. Volta quando quizeres (com nome)
Abraço

Liberdade...Liberdade!
Kisses
Ludo Rex a 5 de Dezembro de 2008 às 01:00

Ludo, meu amigo

Sempre...sempre!!!

Kiss


*
o delirio
na revolta,
em fortes silabalas
de palavras feitas fortes,
,
um mar de ternura, deixo,
,
*
poetaeusou a 5 de Dezembro de 2008 às 12:34

Poetaeusou

A revolta delirando
em versos
toscos...
mas
libertários...!

Beijo

Andamos perdidos,pela blogosfera,e de repente,eis que nos aparece uma pérola,onde a palavra,tem sentido,mesmo quando não tem
Obrigado pela visita,e por me teres feito conhecer,este belo espaço
Um beijo
Manuel Pereira a 5 de Dezembro de 2008 às 18:11

M Pereira

Eu é que sou grata, pelas tuas palavras de carinho!
Pérola mesmo... é o teu blog!

Beijo

São liberdades arreliadas que eu grito
são liberdades ameaçadas que eu falo
nas palavras que no meu corpo agito
nas palavras que abraço e embalo!

Lindo hino à liberdade, amiga!

Bom fim-de-semana
Paola a 5 de Dezembro de 2008 às 19:47

Paola

As palavras sim, tu embalas
Nos teus versos que eu grito
Palavras que tu não calas
E que eu escrevo num anseio aflito!

Beijinhos

A liberdade no máximo da libertação!
Belo e intenso.
Bj
AnaMar a 5 de Dezembro de 2008 às 21:40

Ana Mar

Intensamente sempre a Liberdade!

Um beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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