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Jun 08

Rasgo-te de verdade

Para sentir que ainda existes

Amanhã ainda não é tarde
Dou-te a alma que me pediste

Da alma que ainda é minha
Dentro dela trago a dor
E a luz que ela tinha
Pintei com a tua cor

Pintei versos pintei traços
No espaço outrora vazio
Decalquei todos os passos
Da alma que me pediu

Nela cresceu afeição
Do hábito de te lembrar
Cresceu forte e sem razão
Fez laços no teu olhar

No teu olhar li ternura
Que transformei em paixão
Sentimento que perdura
Fechado no teu coração

Complexa a alma da gente
Sempre numa encruzilhada
Engana-nos sempre que mente
Verdade no teu rosto estampada

O sentimento não finge
Expressa-se atordoado
É no meu corpo que atinge
Um êxtase magoado

Alma translúcida mentira
Rasgada porque não existe
Aquilo que sinto não tira
Partida, porque partiste!

Ausenda Hilario

 

publicado por Utopia das Palavras às 23:30

se tivesse jeito para escrever, escrevia isto. Dizes tudo aquilo que alguem pode sentir, somente mudava o titulo ÉS A MINHA ALMA (mor).
Anonimo a 14 de Junho de 2008 às 00:28

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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